
Os intelectualóides que tomam conta de nossas programações culturais só conseguem me deixar mais nervoso com esse tipo de atitude. Não fizeram quase nada pro Mozart, e menos ainda pro Gnatalli. Eu ainda tenho um treco por causa desses imbecis. Respirei fundo, agora segue o texto.
Gnatalli, como sugere o nome, é filho de imigrantes italianos e nasceu em Porto Alegre. Começou seus estudos em música aos 14 anos, no Conservatório da capital gaúcha. Aos 19 já estava no Rio dando concertos e recebendo elogios da crítica. Mas a vida de concertista era difícil, e por isso tocava em cinemas e bailes. Desde quando começou suas atividades no Rio, Gnatalli sempre colaborou com os grandes de nossa música.
Não conheço muito de sua obra, mas Gnatalli é sempre citado como um excelente maestro e arranjador. Suas composições, dizem os críticos, são inovadoras e arrojadas. E acredito neles. Imerso no caldeirão modernista, Gnatalli absorvia bem o Jazz, trabalhava muito bem o choro, e dedicava-se com afinco ao erudito. Era um músico que atuava em várias frentes e dominava todas elas.
É um descaso dos nossos intelectualóides deixar passar o aniversário desse nosso patrimônio. Sinto palpitações, é melhor parar por aqui. A Biblioteca Nacional criou um portal especial sobre Gnatalli, com biografia e músicas digitalizadas. Aproveitem, pois vai que fecham esse negócio. Acessem em http://www.bn.br/fbn/musica/radames/radames.htm








